PREDOMÍNIO DO POSITIVISMO NA CONTABILIDADE
REFLEXÕES SOBRE A PESQUISA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51320/rmc.v26i3.1727Palavras-chave:
Teoria Crítica, Epistemologia Contábil, Paradigmas ContábeisResumo
A contabilidade, enquanto ciência social aplicada, foi influenciada por correntes filosóficas que orientaram sua busca por legitimidade científica. Entre elas, o positivismo exerceu papel predominante, ao priorizar a objetividade, a neutralidade e a observação empírica como fundamentos para a construção do conhecimento contábil. Essa influência contribuiu para consolidar a visão de que a contabilidade deveria pautar-se em métodos de mensuração e representação, alinhando-se ao ideal de ciência natural. Contudo, o predomínio dessa perspectiva também acarreta limitações, especialmente quanto à compreensão da contabilidade como prática social. O objetivo deste ensaio é refletir sobre as possibilidades metodológicas para a pesquisa contábil brasileira, a fim de enriquecer o debate científico e fortalecer o desenvolvimento da área. O estudo aborda quatro tópicos: reflexões sobre a pesquisa contábil no Brasil, o positivismo na contabilidade segundo Auguste Comte, críticas às pesquisas positivistas na contabilidade e uma seção voltada à compreensão das abordagens críticas e interpretativas. No ensaio, percebe-se que o positivismo reduz a complexidade dos fenômenos humanos a números, ignorando as dimensões sociais e culturais essenciais para uma compreensão completa da realidade contábil. A predominância do positivismo também limita a inovação e a diversidade metodológica, criando barreiras a abordagens alternativas que poderiam enriquecer a pesquisa contábil. Este ensaio destaca a necessidade de integrar abordagens críticas e interpretativas a métodos quantitativos e qualitativos, o que pode contribuir para o avanço da pesquisa contábil no Brasil.
Downloads
Referências
Acharya, R. (2024). Examining interpretivism in social science research. Education. https://www.skultech.com/examining-interpretivism-in-social-science-research/
Adil, M., Nagu, N., Rustam, A., Wahyuni, I., & Winarsih, E. (2022). Interpretive paradigm on development of science and accounting research. International Journal of Humanities Education and Social Sciences (IJHESS), 1(4), 297-302. DOI: https://doi.org/10.55227/ijhess.v1i4.87
Adorno, T. W. (1998). Prismas: Crítica cultural e sociedade (A. Wernet & J. M. B. de Almeida, Trads.). São Paulo: Ática.
Alawattage, C., Graham, C., & Wickramasinghe, D. (2021). Advancing interdisciplinary and critical accounting research: Methodological considerations. Accounting, Auditing & Accountability Journal, 34(1), 1–30. https://doi.org/10.1108/AAAJ-12-2019-4313 DOI: https://doi.org/10.1108/AAAJ-01-2021-5077
Alharahsheh, H. H., & Pius, A. (2020). Uma revisão de paradigmas-chave: positivismo versus interpretativismo. Revista Acadêmica Global de Humanidades e Ciências Sociais, 2(3), 39–43.
Anessi-Pessina, E., Caruana, J., Sicilia, M., & Steccolini, I. (2020). Heritage: The priceless hostage of accrual accounting. International Journal of Public Sector Management, 33(2/3), 285–306. https://doi.org/10.1108/IJPSM-03-2019-0065 DOI: https://doi.org/10.1108/IJPSM-12-2018-0263
Araújo, J. G. N., de Matos, F. J. S., de Moura Soeiro, T., & Lagioia, U. C. T. (2023). Data validation and scientific assumption of impartiality in accounting by Horkheimer’s Verstand. Revista de Contabilidade da UFBA, 17, e2313. https://doi.org/10.9771/rcufba.v17i0.2313 DOI: https://doi.org/10.9771/rcufba.v17i1.55133
Assis, C. F., & Monteiro, R. (2023). Metodologias qualitativas e quadros de referência para a pesquisa em ciências humanas e sociais aplicadas. Jures, 16(29), 1–28. DOI: https://doi.org/10.31560/pimentacultural/2023.98591.1
Avelar, E. A., de Pádua Ribeiro, L. M., Boina, T. M., Gomes, C. C., & de Oliveira Ferreira, C. (2020). A pesquisa qualitativa contábil no Brasil: Cenário de desafios e oportunidades frente ao predomínio positivista. Revista Liceu On-Line, 10(1), 113–137. DOI: https://doi.org/10.18554/reas.v10i1.5698
Baker, C. R., & Bettner, M. S. (1997). Interpretive and critical research in accounting: A commentary on its absence from mainstream accounting research. Critical Perspectives on Accounting, 8(4), 293–310. https://doi.org/10.1006/cpac.1996.0116 DOI: https://doi.org/10.1006/cpac.1996.0116
Ball, R., & Brown, P. (1968). An empirical evaluation of accounting. Journal of Accounting Research, 6(2), 159–178. https://doi.org/10.2307/2490232 DOI: https://doi.org/10.2307/2490232
Beaver, W. H. (1968). The information content of annual earnings announcements. Journal of Accounting Research, 6(3), 67–92. https://doi.org/10.2307/2490070 DOI: https://doi.org/10.2307/2490070
Bhattacherjee, A. (2012). Social science research: Principles, methods, and practices (2nd ed.). University of South Florida Scholar Commons. https://scholarcommons.usf.edu/oa_textbooks/3
Bibi, H., Khan, S., & Shabir, M. (2022). A critique of research paradigms and their implications for qualitative, quantitative and mixed research methods. Webology, 19(2). https://doi.org/10.14704/WEB/V19I2/WEB19347
Bilhim, J. A. de F., & Gonçalves, A. de O. (2022). Abordagens epistemológicas e pluralismo na pesquisa em contabilidade: Para além do paradigma dominante. Public Sciences & Policies, 7(1), 59–75. https://doi.org/10.33167/2184-0644.CPP2021.VVII.N1/pp.59-75 DOI: https://doi.org/10.33167/2184-0644.CPP2021.VVIIN1/pp.59-75
Bilhim, J., & Gonçalves, A. (2021). Epistemological approaches and pluralism in accounting research: Beyond the dominant paradigm. Public Sciences & Policies, 7(1), 59–75. https://doi.org/10.33167/2184-0644.CPP2021.VVII.N1/pp.59-75 DOI: https://doi.org/10.33167/2184-0644.CPP2021.VVIIN1/pp.77-92
Bourdieu, P. (2007). A economia das trocas simbólicas (5ª ed.). São Paulo: Perspectiva.
Brandão, A. R. P. (2011). A postura do positivismo com relação às ciências humanas. Theoria: Revista Eletrônica de Filosofia, 3(6), 80–105.
Brentano, F. C., & Curvello, F. V. (2022). Auguste Comte e a filosofia positiva. Revista de Filosofia Aurora, 34(62), 359–389. https://doi.org/10.7213/1980-5934.34.062.DS01 DOI: https://doi.org/10.7213/1980-5934.34.062.TRAD01
Breznau, N., Rinke, E. M., Wuttke, A., Nguyen, H. H., Adem, M., Adriaans, J., … & Van Assche, J. (2022). Observing many researchers using the same data and hypothesis reveals a hidden universe of uncertainty. Proceedings of the National Academy of Sciences, 119(44), e2203150119. https://doi.org/10.1073/pnas.2203150119 DOI: https://doi.org/10.1073/pnas.2203150119
Buchweitz, M. J. R., Pereira, T. A., da Cruz, A. P. C., & Barbosa, M. A. G. (2019). Além de Watts e Zimmerman: A precursão da teoria positiva da contabilidade nos estudos de Dumarchey e a influência dos autores na literatura contábil permanente no Brasil. Sinergia, 23(1), 9–18. https://doi.org/10.17648/sinergia-231-4179 DOI: https://doi.org/10.17648/sinergia-2236-7608-v23n1-8136
Cahyono, S., & Daniel, D. R. (2023). The positivism paradigm in internal audit research: A perspective of contemporary accounting research. Kompartemen: Jurnal Ilmiah Akuntansi, 21(1), 69–79. https://doi.org/10.30595/kompartemen.v21i1.15664 DOI: https://doi.org/10.30595/kompartemen.v21i1.15451
Cardoso, S. R. P. (2013). O positivismo de Auguste Comte e a sua influência na educação. In Sociologia da Educação: debates clássicos na formação de professores (p. 31).
Carnegie, G. D., & Wolnizer, P. W. (1995). The financial value of cultural, heritage and scientific collections: An accounting fiction. Australian Accounting Review, 5(9), 31–47. https://doi.org/10.1111/j.1835-2561.1995.tb00187.x
Carnegie, G. D., Ferri, P., Parker, L. D., Sidaway, S. I., & Tsahuridu, E. E. (2022). Accounting as a technical, social and moral practice: The monetary valuation of public cultural, heritage and scientific collections in financial reporting. Australian Accounting Review, 32(4), 460–472. https://doi.org/10.1111/auar.12358 DOI: https://doi.org/10.1111/auar.12371
Cazavechia, W. R. (2017). A evolução histórica e a religião da humanidade em Augusto Comte (1798–1857) [Trabalho de conclusão de curso, Centro Universitário de Maringá]. Repositório Institucional Unicesumar. https://rdu.unicesumar.edu.br/bitstream/123456789/1640/1/epcc--79695.pdf
Chahed, Y., Charnock, R., Dahlström, S. D. R., Lennon, N. J., Palermo, T., Parisi, C., Pflueger, D., Sundström, A., Toh, D., & Yu, L. (2025). The value of research activities “other than” publishing articles: Reflections on an experimental workshop series. Accounting, Auditing & Accountability Journal, 38(1), 90–114. https://doi.org/10.1108/AAAJ-05-2022-5818 DOI: https://doi.org/10.1108/AAAJ-05-2022-5818
Chua, W. F. (1986). Radical developments in accounting thought. The Accounting Review, 61(4), 601–632.
Comte, A. (1978). Curso de filosofia positiva. In Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural.
Comte, A. (1983). Discurso sobre o espírito positivo. São Paulo: Abril Cultural.
Costa, R. S. da, Farias, K. T. R., & Farias, M. R. S. (2024). Características epistemológicas da produção científica na linha de pesquisa contabilidade financeira. Revista de Gestão e Secretariado, 15(4), e3693. https://doi.org/10.7769/gesec.v15i4.3693 DOI: https://doi.org/10.7769/gesec.v15i4.3693
Crivelente, M. R. (2024). Análise dos modelos de avaliação da pesquisa científica, tecnológica e de inovação: institucionalização, pressupostos políticos e econômicos, fundamentos teórico-metodológicos, instrumentos, impactos sociais [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. Universidade de São Paulo.
Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Eds.). (2011). The Sage handbook of qualitative research (4th ed.). Thousand Oaks, CA: Sage.
Dewi, I. G. A. A. O. (2021). Understanding data collection methods in qualitative research: The perspective of interpretive accounting research. Journal of Tourism Economics and Policy, 1(1), 23–34. DOI: https://doi.org/10.38142/jtep.v1i1.105
Domingues, I. (2004). Epistemologia das ciências humanas: Positivismo e hermenêutica (Vol. 1). São Paulo: Loyola.
Efrag. (2021). Accounting estimates and areas of judgement. RSM UK.
Everett, J., Neu, D., Rahaman, A. S., & Maharaj, G. (2015). Praxis, doxa and research methods: Reconsidering critical accounting. Critical Perspectives on Accounting, 32, 37–44. https://doi.org/10.1016/j.cpa.2015.04.001 DOI: https://doi.org/10.1016/j.cpa.2015.04.004
Fairclough, N. (2003). Analyzing discourse: Textual analysis for social research. London: Routledge. https://doi.org/10.4324/9780203697078 DOI: https://doi.org/10.4324/9780203697078
França Lopes, I., Ferreira da Silva, L. R., & Martins Meurer, A. (2024). Revisão crítica da literatura de carreira em contabilidade no Brasil: Um diálogo construcionista. REUNIR: Revista de Administração, Contabilidade e Sustentabilidade, 14(3), 47–66. https://doi.org/10.18696/reunir.v14i3.1751
Frankel, R. M., & Cottingham, A. H. (2024). Making meaning matter: An editor’s perspective on publishing qualitative research. Journal of General Internal Medicine, 39(2), 301–305. https://doi.org/10.1007/s11606-023-08255-1 DOI: https://doi.org/10.1007/s11606-023-08361-7
Gaffikin, M. (2006). The critique of accounting theory (Faculty of Business – Accounting & Finance Working Papers). University of Wollongong, Research Online. http://ro.uow.edu.au/
Ghozali, I. (2004). Pergeseran paradigma akuntansi dari positivisme ke perspektif sosiologis dan implikasinya terhadap pendidikan akuntansi di Indonesia. Jurnal Manajemen Akuntansi & Sistem Informasi MAKSI, 7(1), 50–65.
Gillani, D. (2021). A pesquisa qualitativa pode e “deve” ser isenta de valores? Compreendendo a disputa epistemológica entre positivistas e interpretativistas. Journal of Political Studies, 28, 181.
Guthrie, J., Parker, L. D., Dumay, J., & Milne, M. J. (2019). What counts for quality in interdisciplinary accounting research in the next decade: A critical review and reflection. Accounting, Auditing & Accountability Journal, 32(1), 2–25. https://doi.org/10.1108/AAAJ-01-2019-036 DOI: https://doi.org/10.1108/AAAJ-01-2019-036
Hartmann, F. (2022). Accounting to legitimacy: The case of internally generated intangibles. Journal of Accounting & Organizational Change, 18(3), 363–384. https://doi.org/10.1108/JAOC-07-2021-0096
Homero Junior, P. F. (2017). Paradigma e ordem do discurso da pesquisa contábil brasileira. Advances in Scientific and Applied Accounting, 10(1), 39–53. DOI: https://doi.org/10.14392/asaa.2017100103
Homero Junior, P. F. (2021). Reflexões sobre a prática da pesquisa crítica em contabilidade no Brasil: Uma nota autobiográfica. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 15(2). https://doi.org/10.17524/repec.v15i2.2823 DOI: https://doi.org/10.17524/repec.v15i2.2823
Hopwood, A. G. (2002). Creating a new community: The establishment and development of the European Accounting Association. European Accounting Review, 11(1), 33–41. https://doi.org/10.1080/09638180220124725] DOI: https://doi.org/10.1080/09638180220124725
Hopwood, A. G. (2007). Whither accounting research? The Accounting Review, 82(5), 1365–1374. https://doi.org/10.2308/accr.2007.82.5.1365 DOI: https://doi.org/10.2308/accr.2007.82.5.1365
Horkheimer, M. (1972). Traditional and critical theory. In M. Horkheimer, Critical theory: Selected essays (pp. 188–243). New York: Herder and Herder.
Houghton, T. (2011). Does positivism really “work” in the social sciences? E-International Relations, 1–4. https://www.e-ir.info/2011/09/26/does-positivism-really-%E2%80%98work%E2%80%99-in-the-social-sciences/
Hussey, J., & Hussey, R. (1997). Business research: A practical guide for undergraduate and postgraduate students. London: Macmillan. DOI: https://doi.org/10.1007/978-1-349-25262-6
Iudícibus, S., Ribeiro Filho, J. F., Lopes, J. E. D. G., & Pederneiras, M. M. M. (2011). Uma reflexão sobre a contabilidade: Caminhando por trilhas da “teoria tradicional e teoria crítica”. BASE: Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, 8(4), 274–285. https://doi.org/10.4013/base.2011.84.05 DOI: https://doi.org/10.4013/base.2011.84.01
Jamaluddin, A., Ab Rahman, R., & Rahman, N. H. A. (2023). The whence and whither of interpretive management accounting research: A structured literature review. Accounting and Finance Research, 12(2), 1. https://doi.org/10.5430/afr.v12n2p1 DOI: https://doi.org/10.5430/afr.v12n2p1
Jeanjean, T., & Ramirez, C. (2009). Back to the origins of positive theories: A contribution to an analysis of paradigm changes in accounting research. Accounting in Europe, 6(1), 107–126. https://doi.org/10.1080/17449480902896421 DOI: https://doi.org/10.1080/17449480902896510
Junjie, M., & Yingxin, M. (2022). The discussions of positivism and interpretivism. Online Submission, 4(1), 10–14. DOI: https://doi.org/10.36348/gajhss.2022.v04i01.002
Kakkuri-Knuuttila, M. L., Lukka, K., & Kuorikoski, J. (2008). Straddling between paradigms: A naturalistic philosophical case study on interpretive research in management accounting. Accounting, Organizations and Society, 33(2–3), 267–291. https://doi.org/10.1016/j.aos.2006.12.003 DOI: https://doi.org/10.1016/j.aos.2006.12.003
Kuhn, T. S. (1962). The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press.
Lee, A. S. (1991). Integrating positivist and interpretive approaches to organizational research. Organization Science, 2(4), 342–365. https://doi.org/10.1287/orsc.2.4.342 DOI: https://doi.org/10.1287/orsc.2.4.342
Lehman, G. (2010). Interpretive accounting research. Accounting Forum, 34(3–4), 231–235. https://doi.org/10.1016/j.accfor.2010.09.004 DOI: https://doi.org/10.1016/j.accfor.2010.08.007
Lourenço, R. L., & Sauerbronn, F. F. (2016). Revistando possibilidades epistemológicas em contabilidade gerencial: Em busca de contribuições de abordagens interpretativas e críticas no Brasil. Revista Contemporânea de Contabilidade, 13(28), 99–122. https://doi.org/10.5007/2175-8069.2016v13n28p99 DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8069.2016v13n28p99
Lukka, K. (2010). The roles and effects of paradigms in accounting research. Management Accounting Research, 21(2), 110–115. https://doi.org/10.1016/j.mar.2010.02.002 DOI: https://doi.org/10.1016/j.mar.2010.02.002
Macagnan, C. B., da Silva Prado, A. G., & Ferreira, J. C. (2020). Método quantitativo à luz da perspectiva crítica em contabilidade. In Congresso ANPCONT XIV. Foz do Iguaçu, PR. https://anpcont.org.br/pdf/2020_EPC424.pdf
Magrini, V. O., da Silva, M. A., da Silva, S. M. C., & Soares, E. C. (2024). Barreiras e desafios paradigmáticos na contabilidade: Relatos de uma pesquisadora não mainstream. Advances in Scientific and Applied Accounting, 98–111. DOI: 10.14392/asaa.2024170105 DOI: https://doi.org/10.14392/asaa.2024170105
Major, M. J. (2017). O positivismo e a pesquisa “alternativa” em contabilidade. Revista Contabilidade & Finanças, 28(74), 173–178. https://doi.org/10.1590/1808-057x201790330 DOI: https://doi.org/10.1590/1808-057x201790190
Martins, E. (2005). Normativismo e/ou positivismo em contabilidade: Qual o futuro? Revista Contabilidade & Finanças, 16(37), 3. https://doi.org/10.1590/S1519-70772005000100001 DOI: https://doi.org/10.1590/S1519-70772005000300001
Medeiros, S. (2010). Bases epistemológicas do positivismo e do materialismo dialético: Notas para reflexão. Itinerarius Reflectionis, 6(2). https://doi.org/10.5216/rir.v6i2.10087 DOI: https://doi.org/10.5216/rir.v2i9.1110
Mohammed, M. M. (2024). The importance of accounting information in management decision making process (Master’s thesis, Sakarya University). Sakarya University Institutional Repository. https://enstituois.sakarya.edu.tr/TezDosyalari/1335_202412251345030491_TamMetin.pdf
Moustakas, C. (1994). Phenomenological research methods. Thousand Oaks, CA: Sage. DOI: https://doi.org/10.4135/9781412995658
Myers, M. D. (2019). Qualitative research in business and management (2nd ed.). London: Sage.
Nascimento Silva, C., & da Costa, S. A. (2025). Há espaço para pesquisa qualitativa na contabilidade? Evidências a partir das teses brasileiras. Revista Catarinense da Ciência Contábil, 24(1), 5. https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=10290213 DOI: https://doi.org/10.16930/2237-7662202535031
Nepomuceno Valerio, J. (2017). Teoria das contabilidades: Quo vadis? Criterio Libre, 15(27), 21–42. https://doi.org/10.18041/1900-0642/criteriolibre.2017v15n27.1712 DOI: https://doi.org/10.18041/1900-0642/criteriolibre.2017v15n27.1712
Nganga, C. S. N., Nova, S. P. D. C. C., de Lima, J. P. R., & da Silva, S. M. C. (2023). Publicar ou pesquisar? Reproduzir ou ensinar? Reflexões sobre as experiências de mulheres doutorandas em ciências contábeis. Education Policy Analysis Archives, 31, 1–24. https://doi.org/10.14507/epaa.31.7377 DOI: https://doi.org/10.14507/epaa.31.7377
Olivares, E. H. (2006). Observación, teorías y valores a la luz de la filosofía de Popper. CIENCIA ergo-sum, Revista Científica Multidisciplinaria de Prospectiva, 13(2), 200–210.
Patrus, R., Dantas, D. C., & Shigaki, H. B. (2015). O produtivismo acadêmico e seus impactos na pós-graduação stricto sensu: Uma ameaça à solidariedade entre pares? Cadernos EBAPE.BR, 13(1), 1–18. https://doi.org/10.1590/1679-39512015v13n1a004 DOI: https://doi.org/10.1590/1679-39518866
Peng, S., & Shiyu, S. (2019). A comparative analysis on positivism and critical realism in accounting research. In 2019 4th International Conference on Social Sciences and Economic Development (ICSSED 2019) (pp. 212–216). Atlantis Press. https://doi.org/10.2991/icssed-19.2019.41 DOI: https://doi.org/10.2991/icssed-19.2019.39
Phoenix, C., Osborne, N. J., Redshaw, C., Moran, R., Stahl-Timmins, W., Depledge, M. H., & Wheeler, B. W. (2013). Paradigmatic approaches to studying environment and human health: (Forgotten) implications for interdisciplinary research. Environmental Science & Policy, 25, 218–228. https://doi.org/10.1016/j.envsci.2012.10.015 DOI: https://doi.org/10.1016/j.envsci.2012.10.015
Pickering, M. (2011). Auguste Comte. In G. Ritzer (Ed.), The Wiley-Blackwell companion to major social theorists: Classical social theorists (Vol. 1, pp. 30–60). Wiley-Blackwell. DOI: https://doi.org/10.1002/9781444396621.ch2
Pires da Silva, J., Niyama, J. K., & Noriller, R. M. (2018). Teoria da contabilidade: Reflexões sobre os 55 anos de positivismo. Revista FSA, 15(2), 27–47. https://doi.org/10.12819/2018.15.2.2
Popper, K. (1982). Conjecturas e refutações. Brasília: Editora UnB.
Pozzebon, M., & Petrini, M. (2013). Critérios para condução e avaliação de pesquisas qualitativas de natureza crítico-interpretativa. In M. M. Godoy & A. Bandeira-de-Mello (Orgs.), Pesquisa qualitativa em administração: Fundamentos, métodos e usos no Brasil (pp. 51–72). São Paulo: Saraiva.
Prévost, J.-G., & Beaud, J.-P. (2012). Statistics, public debate and the State, 1800–1945: A social, political and intellectual history of numbers. London: Pickering & Chatto.
Ramassa, P., Avallone, F., & Quagli, A. (2024). As pressões do “jogo editorial” podem afetar a escolha do tema de pesquisa? Uma pesquisa com pesquisadores europeus de contabilidade. Journal of Management & Governance, 28(2), 507–542. https://doi.org/10.1007/s10997-023-09667-8 DOI: https://doi.org/10.1007/s10997-023-09667-8
Richardson, A. J. (2015). Quantitative research and the critical accounting project. Critical Perspectives on Accounting, 32, 67–77. https://doi.org/10.1016/j.cpa.2014.05.002 DOI: https://doi.org/10.1016/j.cpa.2015.04.007
Ricoeur, P. (1981). Hermeneutics and the human sciences: Essays on language, action and interpretation. Cambridge: Cambridge University Press.
Riessman, C. K. (2008). Narrative methods for the human sciences. Thousand Oaks, CA: Sage.
Ryan, B., Scapens, R. W., & Theobold, M. (2002). Research method and methodology in finance and accounting (2nd ed.). London: Thomson.
Santos, L. M., Pelosi, E. M., & de Oliveira, B. C. S. C. M. (2012). Teoria da complexidade e as múltiplas abordagens para compreender a realidade social. Serviço Social em Revista, 14(2), 47–72. https://doi.org/10.5433/1679-4842.2012v14n2p47 DOI: https://doi.org/10.5433/1679-4842.2012v14n2p47
Santos, M. A. C., Dias, L. N. S., & Dantas, J. A. (2014). Teorias normativa e positiva da contabilidade. In J. K. Niyama (Org.), Teoria avançada da contabilidade (pp. 1–37). São Paulo: Atlas.
Sauerbronn, F. F., Homero Junior, P. F., de Araujo, M. C., de Carvalho, T. F. M., & de Lima, J. P. R. (2023). Pesquisa crítica em contabilidade: Um campo de possibilidades. Revista Mineira de Contabilidade, 24(3), 4–11. https://doi.org/10.21714/2446-9114RMC2023v24n3a01 DOI: https://doi.org/10.51320/rmc.v24i3.1579
Sayed, S., Cornacchione, E. B., Nunes, T., & de Souza, M. C. (2019). Análise dos estudos em história da contabilidade em teses e periódicos brasileiros (2000–2016). ConTexto – Contabilidade em Texto, 19(41), 35–53. https://doi.org/10.21571/contextus.v19i41.1167
Scotland, J. (2012). Exploring the philosophical underpinnings of research: Relating ontology and epistemology to the methodology and methods of the scientific, interpretive, and critical research paradigms. English Language Teaching, 5(9), 9–16. https://doi.org/10.5539/elt.v5n9p9 DOI: https://doi.org/10.5539/elt.v5n9p9
Silva, C. N., Rodrigues, L. L., & Niyama, J. K. (2023). Is there room for qualitative research in accounting? Evidence from Brazilian dissertations and theses. Revista de Administração Contemporânea, 27(3), e220153. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac2023220153.en
Silva, J. P., Niyama, J. K., & Noriller, R. M. (2018). Teoria da contabilidade: Reflexões sobre os 55 anos de positivismo. Revista FSA, 15(2), 27–47. https://doi.org/10.12819/2018.15.2.2 DOI: https://doi.org/10.12819/2018.15.2.2
Somantri, E. D. (2013). Kritik terhadap paradigma positivisme. Jurnal Wawasan Hukum, 28, 622–633.
Suyunus, M. (2012). Ketika paradigma positivo mendampingi paradigma não positivo dalam riset akuntansi. Ekuitas: Jurnal Ekonomi dan Keuangan, 16(4), 409. https://doi.org/10.24034/j25485024.y2012.v16.i4.2333 DOI: https://doi.org/10.24034/j25485024.y2012.v16.i4.2333
Villiers, R. R. D., & Fouché, J. P. (2015). Philosophical paradigms and other underpinnings of the qualitative and quantitative research methods: An accounting education perspective. Journal of Social Sciences, 43(2), 125–142. DOI: https://doi.org/10.1080/09718923.2015.11893430
Vogt, M., Silva, M. Z. D., & Valle, I. R. (2021). “Comendo pelas beiradas”: Vigilância epistemológica e a abordagem bourdieusiana no campo contábil. Cadernos EBAPE.BR, 19(1), 58–69. https://doi.org/10.1590/1679-39512020v18n4a001 DOI: https://doi.org/10.1590/1679-395120190117
Watts, R. L., & Zimmerman, J. L. (1990). Positive accounting theory: A ten-year perspective. The Accounting Review, 65(1), 131–156.
Watts, R. L., & Zimmerman, J. L. (1986). Positive accounting theory. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall.
Wickramasinghe, D. (2011). Ontological dependency on epistemology strategy: Interpretive management accounting research revisited. In M. J. Epstein, J. Y. Lee, & M. J. Young (Eds.), Review of management accounting research (pp. 543–566). London: Palgrave Macmillan. https://doi.org/10.1057/9780230353275_21 DOI: https://doi.org/10.1057/9780230353275_21
Yin, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). Thousand Oaks, CA: Sage.
Zyoud, M. M., Bsharat, T. R. K., & Dweikat, K. A. (2024). Quantitative research methods: Maximizing benefits, addressing limitations and advancing methodological frontiers. ISRG Journal of Multidisciplinary Studies, 2(4). https://doi.org/10.5281/zenodo.10939470
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Sheyla Veneziani, Jomar Miranda, Mariana Pereira Bonfim

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Essa licença permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na Revista Mineira de Contabilidade.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados pela RMC são de inteira responsabilidade de seus autores.
Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional



