TEORIA DO PARADOXO DA ABUNDÂNCIA
UMA ANÁLISE DOS INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS DE EMPRESAS DO SETOR DE SAÚDE DURANTE A PANDEMIA
DOI:
https://doi.org/10.51320/rmc.v26i3.1706Palavras-chave:
Pandemia de Covid-19, Setor de Saúde, Indicadores econômico-financeirosResumo
O presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento dos índices de liquidez, da estrutura de capital e da rentabilidade das empresas do setor de saúde listadas na B3, antes, durante e após a pandemia de Covid 19, à luz da Teoria do Paradoxo da Abundância. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, com uma amostra de 23 empresas listadas na B3 do setor de saúde. O período de análise abrange os dados trimestrais de 2018 a 2024. Os resultados dos testes de medidas repetidas de Friedman revelaram que a pandemia impactou diretamente o setor de saúde. No primeiro momento pandêmico, o setor foi impactado positivamente em sua situação econômico-financeira, mas esse cenário foi revertido no período pós pandemia, conforme a Teoria do Paradoxo da Abundância. Os indicadores de liquidez apresentaram melhora durante a pandemia; entretanto, voltaram ao nível anterior após o término dela. A estrutura patrimonial manteve-se estável antes e durante a pandemia, porém apresentou aumento do capital de terceiros após ela. Os índices de rentabilidade evidenciaram a euforia econômica que impactou o setor, mas essa euforia foi revertida no período posterior à pandemia. As evidências desta pesquisa, sob a ótica da Teoria do Paradoxo da Abundância, demonstram que ela pode atuar como uma ferramenta adicional de análise financeira em períodos de euforia econômica, revelando impactos em setores específicos. Contribui-se, portanto, ao demonstrar que essa análise pode ser utilizada para estudar outros setores em períodos de abundância de recursos, a fim de prevenir situações que possam constranger o desenvolvimento sustentável das empresas e do setor econômico.
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